Dor no joelho: por que não vale a pena esperar passar sozinha

Por Dr. Cícero Stahnke, ortopedista especialista em joelho em Florianópolis, sobre quando procurar médico para dor no joelho. CRM-SC 4955 | RQE 1257.

Se o seu joelho dói há mais de algumas semanas, se a dor volta sempre que você caminha, sobe uma escada ou se levanta da cadeira, esse é o momento de procurar um médico. Dor no joelho não é algo para “esperar passar”: quanto antes a causa é identificada, mais simples costuma ser o cuidado e mais rápido você volta a fazer o que gosta.

Sou o Dr. Cícero Stahnke, ortopedista dedicado ao tratamento do joelho em Florianópolis, e escrevo este texto para quem está naquela fase de pensar “vou ver se melhora”. Eu entendo esse pensamento. Ele é muito humano. Mas quero conversar com você sobre o que acontece quando essa espera se estende demais.

Por que tanta gente adia procurar o médico pela dor no joelho?

No consultório, escuto quase sempre as mesmas frases: “achei que era cansaço”, “pensei que era da idade”, “não queria incomodar ninguém”, “tinha medo de ouvir que precisava operar”.

Todas fazem sentido. A rotina é corrida, o trabalho aperta, os filhos e os pais precisam de nós. E o joelho, que nunca reclamou, de repente começa a reclamar baixinho. A gente aprende a desviar da dor: desce a escada de lado, evita o agachamento, deixa de caminhar na Beira-Mar no fim da tarde.

O problema é que essa adaptação silenciosa vai tirando pequenos pedaços da sua vida sem que você perceba. E quando a pessoa finalmente procura ajuda, muitas vezes já deixou de fazer várias coisas que amava.

A dor no joelho é muito comum, mas comum não quer dizer normal

Uma revisão publicada no periódico Annals of the Rheumatic Diseases mostrou que, ao longo de um ano, cerca de 25% das pessoas acima de 55 anos têm um episódio persistente de dor no joelho. A Organização Mundial da Saúde, por sua vez, aponta o joelho como a articulação mais afetada pela artrose no mundo.

Ou seja: se o seu joelho dói, você não está sozinho. Mas o fato de ser frequente não significa que você precise simplesmente aceitar. Dor é um aviso do corpo. Ela está pedindo atenção, não resignação.

Quando procurar um médico por causa da dor no joelho?

De forma simples, vale agendar uma avaliação quando:

  • a dor dura mais de duas ou três semanas, mesmo com repouso;
  • ela volta sempre nas mesmas atividades, como subir escadas, agachar ou caminhar;
  • o joelho incha com frequência ou fica rígido pela manhã;
  • você sente que o joelho “falha”, trava ou dá estalos dolorosos;
  • você começou a deixar de fazer coisas por causa dele.

E há situações em que não se deve esperar nem um dia: dor muito forte após uma queda ou torção, impossibilidade de apoiar o peso na perna, joelho muito inchado ou deformado, ou joelho quente, vermelho e acompanhado de febre. Nesses casos, procure atendimento com urgência.

O que você ganha ao procurar o médico cedo para a dor no joelho

Quando a avaliação acontece no início, temos mais caminhos possíveis. Muitas queixas do joelho podem ser bem conduzidas com orientação, ajustes na rotina, fortalecimento muscular e fisioterapia. O diagnóstico precoce não é sinônimo de cirurgia. Na maior parte das vezes, é exatamente o contrário: é o que ajuda a evitar que o quadro avance.

Além disso, existe um ganho que nenhum exame mede: a tranquilidade. Saber o que está acontecendo com o seu corpo tira um peso enorme dos ombros. A dúvida costuma assustar mais do que o diagnóstico.

Esperar demais para procurar médico pela dor no joelho tem um custo

Quem convive com a dor por muito tempo costuma pagar uma conta que vai além do joelho. Para fugir do desconforto, a pessoa muda o jeito de andar, sobrecarrega o outro lado, se movimenta menos, ganha peso, dorme pior e, às vezes, fica mais irritada ou desanimada.

A dor persistente também afasta a pessoa dos encontros, das viagens, do esporte e até de brincar com os netos no chão da sala. São perdas pequenas, uma de cada vez, que somadas mudam muito a qualidade de vida.

Por isso, não encare a consulta como “exagero”. Encare como um cuidado com você e com as pessoas que querem você bem e ativo por perto.

Como é o primeiro passo no consultório

A primeira consulta é, antes de tudo, uma conversa. Quero saber como a dor começou, o que piora, o que alivia e, principalmente, o que ela está impedindo você de fazer. Depois, faço o exame físico do joelho com calma e, só se for necessário, peço exames de imagem.

Ao final, você sai entendendo o que está acontecendo e quais são as opções, com um plano pensado para a sua realidade e para os seus objetivos.

Perguntas frequentes

Dor no joelho pode passar sozinha?

Algumas dores leves, ligadas a um esforço pontual, melhoram em poucos dias. Se a dor persiste por semanas ou volta com frequência, ela merece avaliação médica.

Preciso de exame antes da consulta?

Não. O ortopedista avalia primeiro e indica exames apenas quando eles realmente ajudam no diagnóstico. Se você já tiver exames anteriores, leve com você.

Ir ao ortopedista significa que vou precisar operar?

Não. A maioria das dores no joelho é tratada sem cirurgia, especialmente quando a avaliação acontece cedo.

Não espere: é hora de procurar um médico para a dor no joelho

Se você se reconheceu neste texto, não espere a dor decidir por você. Agende uma avaliação com o Dr. Cícero Stahnke, ortopedista especialista em joelho em Florianópolis. O consultório fica na Av. Mauro Ramos, 901, Centro.

Agende sua consulta pelo WhatsApp: (48) 9 9829-9944

Leia também: Dor no joelho ao subir escadas: o que pode ser e quando procurar um ortopedista e conheça mais sobre a trajetória do Dr. Cícero.

Fontes

Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

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